O texto abaixo foi postado na comunidade "Fanáticas por Dança do Ventre" em 04/06/2009:
"Eu nunca imaginei uma bailarina que não fosse encantadora fora do palco.
Para mim, a Bailarina é um ser mágico, encantador.
Ela flutua, ela gira, ela faz shimmies, ela tem braços lânugidos e suaves, ela sorri e faz com que o véu seja um elo entre nós, pobres mortais, e sua dança feiticeira.
Um dia, ao sair de uma apresentação, fiquei surpresa ao encontrar a bailarina, antes ícone, agora fumando um cigarro barato, entre copos de cerveja e drinks coloridos.
Ela não usava maquiagem e tinha uma roupa em que mostrava a peça íntima e uma combinação que beirava o acaso - e o fracasso de qualquer estilista.
Quando a vi com olhos chapados, com um riso lento, pensei:
Será que um dia ela vai ser solista?
E fiquei imaginando se Isadora Duncan, Ana Botafogo e Suheir Zaki já haviam feito algo parecido.
Porque não fazer isso em casa, escondida do público e de câmeras indiscretas (eu tirei uma foto com meu celular, para garantir).
E me perguntava se o olhar era de alguém que tinha fumado um baseado e fiquei tentando entender como uma bailarina poderia fumar e beber e ainda por cima querer fazer a coreografia com perfeição.
Aliás, como alguém que cai na noite sempre e sempre, ainda quer ter privilégios no momento da coreografia?
Visivelmente, é o declínio, a desfeita.
Uma bailarina nessa situação é apenas um objeto de escárnio e ridículo.
E ainda pode reclamar que outras fazem duos, solos, mas não pensam na resistência física delas, no corpo bonito, sem gordura ou inchaço da cerveja de todo fim de semana, e na expressão leve, tranquila, da boa alimentação e forma física que só as dedicadas e seguras do seu potencial têm.
Boas bailarinas, não são escravas do social, das noitadas, do cigarro (que deixa o hálito como cinzeiro velho e cabelos podres),maconha (que deixa com aquele olhar de peixe morto e a fama horrível de 'maconheira/drogada').
Sim, hoje eu vi que uma bailarina não se faz só em treinos, fotos, técnica.
Ela se cria durante sua´própria vida, dentro e fora dos palcos.
Ela sabe que sua imagem fala mais do que mil palavras e ela é inteligente o suficiente para saber que sempre tem alguém olhando.
A quem ela quer enganar: Será possível essa incoerência do tipo: "No palco sou linda e meiga, fora dele sou uma doidinha que fuma e bebe?"
Bem, não nesse caso, não assim, não é desse jeito que se coloca uma aura encantada e diz: 'sou bailarina'.
Se você vive nessa dualidade, sem saber quem é e que horas você é esse alguém, sinto muito.
Você não é nem bailarina, nem digna de fazer solos ou duos e trios e nem 'doidinha, moderninha, maconheirinha de quinta'. Você está é perdida.
Que pena."
Escrito por: Najlah Nurin
(Alessandra M. Forte)
*********************************************************************************************************** Este é o tipo de texto que te coloca para pensar: vale a pena mesmo ser bailarina?
Vale a pena você aguentar todo o escárnio, o pouco caso, as lantejoulites do nosso mundinho dourado e não poder engolir tudo isso com uma dose docinha de Jurupinga?
Antes de sermos bailarinas somos, ANTES E ACIMA DE TUDO, seres humanos, com defeitos e assincrosias que nos tornam maravilhosos e únicos em nosso estilo. Mesmo que seja entre um copim e outro.
Concordo que não dá pra dançar chapada, mas também não dá para viver "bailarinada". Convenhamos: estar sempre perfeita é algo que não existe, e nem funciona. Aliás, perfeito é muito, mas muito chato.
Quando comecei a dançar, há quase 6 anos atrás, DVDs de Dança do Ventre eram raridade. O material mais acessível disponível eram VHS, e os meus, na maioria, eram comprados lá na loja do Tony por incríveis R$ 45. Ainda bem que aqueles tempos acabaram! Ahahah...
Mas, enfim, foi minha oportunidade de acesso às fitas “hit” da época que eram as vídeo aulas de Lulu Sabongi.
O que eu mais gostava nas fitas de Lulu eram as danças exibidas entre os blocos. Eu ficava muitas horas assistindo, e, dentro da minha rotina de estudos, sempre quis ser uma daquelas bailarinas que estavam nos vídeos da Lulu, às quais eu julgava serem do Olimpo da Dança do Ventre no Brasil.
Em seguida comecei a freqüentar o fórum KK, lar doce lar dos comentários de Jorge, Douglas e das bailarinas que dançavam na casa. ÓOOOOOOOHHHHHHH... eu poderia ter contato virtual com as tais deusas, que faziam comentários longuíssimos, e me lembro bem de um comentário de uma das bailarinas que dizia: “Então, como sou uma pessoa pública, blá, blá, blá, blá...”
Bom, deixando a KK pra lá, minha reflexão com vocês hoje é sobre a notoriedade dentro da dança do ventre. Veja bem, eu disse NOTORIEDADE, e não SUCESSO. Sucesso, como disse brilhantemente a Aisha Jalilah em seu blog “Dança corporativa”, sucesso quer dizer padrões pessoais, financeiros e de relacionamento acima da média. Existem muitas bailarinas por aí que são famosas, mas ainda têm que manter um ritmo frenético de aulas, workshops e shows para ter um salário aceitável. Isso está longe de ser sucesso. Isso é se acabar de dançar por valores irrisórios para ter uma vida, no mínimo, digna.
A chamada “Fama” em dança do ventre é tão ou mais efêmera do que em outros meios. Você discorda? Bem, pensando rápido, me diga o nome de 5 bailarinas que participaram dos vídeos de Lulu e não dançam na casa de chá hoje. Vê? Naquele momento elas eram “TV Fama”, mas quando não dá para se manter nos holofotes, o que fazer?
Bom, só para responder a pergunta das bailarinas, vou citar algumas que eu adoro e que nunca mais vi: Thais Bissoli, Shams, Vivi al Fatna, Zur Yazbek.
Acredito que o comportamento da bailarina durante o “seu momento” é primordial. Manter-se humilde (vamos combinar que se dizer uma “pessoa pública”, sem ter figurado nas páginas da revista, sei lá, Caras, é, no mínimo, pedante), saber recompensar o esforço de quem viaja kilômetros para vê-la dançar, respeitar o rico dinheirinho pago pelas alunas nos workshops que você irá ministrar, principalmente, fazer um show de qualidade e alto nível quando convidada de algum evento, ter empatia com outras bailarinas, saber fazer amizades, mais ainda, saber manter bons contatos, tudo isso é importante para manter a “chama da fama” acesa.
Meus exemplos de sucesso, são Carlla Sillveira e Michelli Nahid. Ambas são bailarinas excepcionais, dançam muito acima da média, ministram maravilhosos workshops e, principalmente, são umas queridas.
Isso sim é fazer parte do Olimpo da dança do ventre.
Hoje vou escrever pra vocês um desabafo de algo que acabou de acontecer comigo.
O grupo Amar el Binnaz é formado por alunas da academia da Galpão 21 Fitness, localizada no bairro da Cohab de Carapicuíba. Como é de conhecimento de todo mundo, a Cohab é um bairro modesto, de pessoas de baixo poder aquisitivo. Lecionar dança do ventre em um local assim e ainda levar as alunas nos festivais é um desafio, pois, nem todas tem condições financeiras de arcar com os custos de um figurino de ateliê. Mas, pessoalmente, não estou nem aí. Quero que minhas alunas dancem com figurinos de ateliê, da 25 de março, whatever, desde que elas DANCEM.
E minhas meninas são dedicadas. Pô, minhas aulas são de sexta feira à noite, então meu concorrente é quase imbatível: a balada. Mas elas são interessadíssimas e não faltam a uma única aula.
Hoje foi a Mostra e Competição Oriental na ACM de Osasco. Decidimos participar por insistência de uma das organizadoras. Lá vamos nós. Ensaiamos muito. Ensaiamos duro.
Hora da apresentação.
Meu candelabro não acendia. Merde!!!!!!!!! Na hora pensei que iria ferrar com a apresentação das meninas que ensaiaram tanto. Decidi tirar o candelabro de última hora e dançar sem nada mesmo.
Jurados com cara muito séria (Me lembro da Dani Fairusa e da Vivian que foi capa do último CD do Tony, e a outra era do corpo docente da ACM), fizemos nosso trabalho e saímos. Missão cumprida.
Hora da premiação. Já havia falado pras meninas que não se espera nada desse tipo de evento, que o importante é participar, blá, blá, blá, que se divertir era o nome do dia. Que iríamos receber as notas e discutí-las em aula, para avaliar os pontos nos quais deveríamos melhorar. Não ganhamos nada. Não houve primeiro lugar. Não entendi.
Depois que saímos do palco, peguei as avaliações para olhar, as meninas todas em cima para ver os comentários dos jurados. E eis que surge o comentário fatídico:
Figurino - 5 - "Fantasia não é o figurino adequado".
Fiquei sem chão. Eu NUNCA tinha visto um comentário desse nível. O pior, que a jurada em questão (que não se identificou na ficha) nos deu notas altas em Técnica, Harmonia e Musicalidade. Minhas alunas, que fizeram sacrifício até para comprar a roupa na 25 de março, olharam para mim e perguntaram se era isso que seria avaliado. Eu sei que figurino é sempre um dos quesitos de concurso, e sou consciente de que poderíamos perder pontos porque as meninas estavam com roupas da 25 de março, principalmente num concurso onde 80% das competidoras estavam de Tony & Robby. Mas sei também que bom senso cabe em qualquer lugar, e muito embora não houvesse glamour no figurino, havia muita, muita dança.
Fomos ao vestiário. Minha aluna aos prantos me dizia: "Verinha, se for para dançar com figurinos caros, eu terei de parar de dançar, pois não tenho condições". Aquilo para mim era como se fosse uma punhalada. Não da minha aluna, claro, mas dessa "visão" torta que existe no meio de dança do ventre.
Ainda não sei qual foi a lição dessa história. Talvez vocês possam me ajudar.
Nossa colega Juli (que será jogada no calabouço dos comentários moderados até que eu saia do período menstrual) me disse que não posso falar do corpo da Dina, porque meu corpo não é escultural, e eu não tenho o abdômen da Karina Galasso.
Bom, a parte boa foi que pesquisei sobre a Karina Galasso, da qual eu nunca tinha ouvido falar, e até gostei da dança dela. Vou pesquisar mais.
A parte ruim, e que me fez pensar é: será que somente fazendo igual ou melhor é que podemos manter um pensamento crítico?
Vamos pensar de forma secular. Um crítico de cinema precisa necessariamente ser um diretor renomado, que já dirigiu 50 filmes para fazer uma resenha ou mesmo estabelecer uma opinião sobre algum filme? É claro que não. Um analista de mercado precisa ter uma empresa de sucesso que fature bilhões de dólares por ano para emitir seu parecer sobre o cenário econômico do país? Fala sério!!!!
Na dança, e nas atividades seculares (cinema, televisão, livros, música), um crítico é, acima de tudo, um estudioso. Uma pessoa que dedica parte do seu tempo (ou, no caso dos críticos profissionais, full time job) a analisar determinada matéria à exaustão, e, com base em seu conhecimento, divulgar sua opinião sobre determinado assunto.
Mas as bailarinas de dança do ventre, que mesmo nas primeiras semanas de aula consideram a si mesmas “Divas”, só aceitam opiniões de quem julgam melhores do que si mesmas. Putz, então quem será que pode emitir opiniões isentas sobre Shahrazad, Lulu Sabongi, Hayat el Helwa, Suheil, Carlla Sillveira, Soraia Zaied, Renata Lobo, Karina Iman, Michelli Nahid? Deus?
Hoje em dia, com as ferramentas de internet, youtube, orkut, blogs mil, nos tornamos não só bailarinas, mas estudiosas de dança, e conseqüentemente, críticas. E isso não é algo ruim. A longo prazo será uma senhora evolução, porque (acredito eu, em meu mundinho de sonhos) só permanecerão no mercado serviços de alta qualidade. Porém, nossos egos de divas não estão preparados para recepcionar tanta “sinceridade”.
Quem deve mudar então? Nós devemos mudar a nós mesmas, aprender a lidar com as evoluções e construir nossa própria evolução pessoal? Ou devemos nos recolher à mediocridade porque não temos o abdômen da Karina Galasso, ou a língua afiada da nossa amiga Juli?
Existem estágios na vida nos quais, para quem os alcança, tudo é permitido! Por exemplo, para um estilista que chegou à semana de moda em Paris, muito pouco é proibido. Para um financista que chegou a Wall Street (será que um dia eu chego lá?), também. Para uma mulher que chega ao posto de primeira dama ("posição" que lhe dá o poder para quase tudo, para o bem ou para o mal), também.
E dentro da dança, qual é a posição a se alcançar? Essa é fácil responder, e pode ser que MUUUUITOS torçam o nariz: DINA MEU BEM!!!
Dina "is all about adds" (ou simplesmente "pura propaganda). Ela não tem uma técnica invejável, tem um corpo horrível, usa roupas de gosto extremamente duvidoso, e ainda assim é a estrela da noite de gala do Ahlam wa Salam! Ok, você pode pensar "É por isso que a dança do ventre não tem o respeito que merece." E daí? Estou falando da posição do indivíduo. Dina pode fazer o que quer em relação à dança: ela já deixou sua marca.
Temos que concordar com uma coisa: Dina não se conformou em ser "mais uma" bailarina no circuito egípcio. Ela queria ser "a" bailarina. Veja bem, em terra de cego, quem tem olho é rei. Ou seja: técnica de dança, no Egito tá cheio. Faça uma simples comparação: pense rápido em passistas de escola de samba. Pensou? Eu te digo já em quem você pensou: na Globeleza, aquela que sambava pelada na televisão. Viu como a Dina pensou certinho em sua marca pessoal?
Alguns vídeos do início dos anos 90 mostram uma Dina mais preocupada com a técnica, em fazer seu nome. Os figurinos são um tanto "diferentes", mas pouco ousados. À medida que os convites foram aumentando, as saias foram diminuindo na mesma proporção, até chegar praticamente a cobrir exclusivamente o bumbum! E tudo isso sem abrir mão daquele redondão característico com o quadril virado para o público.
Ela goza de status de celebridade, tem vídeo sexy rolando por aí, problemas com a receita federal de seu país (é colega, sonegação de impostos mesmo!) e tudo o mais, e ainda assim não deixou de receber convites para dar workshops no mundo inteiro. Se isso não for sucesso meu bem, sei lá o que é.
Aqui, alguns vídeos da Dina em suas roupas escandalosas para divertir o domingo!!!
Para quem acompanha o mundinho dos concursos de Dança do Ventre, e quer participar de um deles, já vou logo avisando: a escolha da música certa representa 40% do seu sucesso. E por causa disso, essa etapa do processo é uma das mais difíceis.
Mas o que há de tão especial na música escolhida? Os jurados não estão lá para avaliar técnica, leitura musical, e outras cositas mais? Quer dizer que uma simples musiquinha pode me sabotar? A resposta é YES DEAR!!!!
Pegando o concurso profissional do Mercado Persa desse ano como exemplo, várias meninas muito boas foram eliminadas nas primeiras fases porque se apresentaram com músicas que não as favoreceram. Tudo bem que houve Aghadan Alkak, pra mim uma das obrigatórias pra qualquer bailarina profissional (talvez você não lembre pelo nome, mas é a música de um vídeo super famoso da Suheir Zaki no qual ela está com a roupa amarela), e os jurados canetaram mesmo quem se apresentou com uma música que não fosse hit.
Tudo se define em: A categoria na qual você irá concorrer; O que você terá que apresentar (se clássica, se folclore) Qual música combina com você.
Eu pessoalmente não gosto de músicas “hit” para concursos, aliás não gosto de músicas que são “hit” para nada dentro da dança. Tirando Alf Leyla we Leyla e Enta Omri, dificilmente você me verá dançando alguma música da moda. Mas, infelizmente, essa máxima não serve para concursos. Basta ver no post anterior que 3 dos vídeos listados foram com a música “Cairo”, uma das músicas mais executadas dentro do circuito brasileiro de dança oriental. Então amore, a não ser que você tenha certeza de que os jurados serão pessoas totalmente off dança do ventre, deixe a música “diferente” para o festival de final de ano ou qualquer outra apresentação. Existem também músicas famosas que não são tão executadas nos concursos, e você certamente pode apostar nelas (eu acho assim, TODAS as da lista abaixo muito difíceis):
Ana fi Intizarak (Om Koulthoum) Wayyak (Farid el Atrashe) El hob kolloh (Om Koulthoum) Koleda (não sei de quem é, shame on me guys!!!)
O estudo da música para composição da coreografia poderá ser dividido em 3 partes:
- Melodia - Percussão - Floreados
Uma boa dica neste caso é usar o equalizador do seu Media Player e, quando está estudando um item, neutralizar o outro através do equalizador. Ouça a música, se preciso, um milhão de vezes. Não se canse dela. Abra a mente, deixe a música entrar de verdade. Isso fará com que você esteja muito familiarizada dentro da melodia e, se pelo nervosismo você esquecer algum passo, naturalmente seu corpo já reaja mostrando outro movimento qualquer.
Para as profissas que vão ao Mercado Persa: eu recomendo pegar os DVDs dos últimos anos e fazer uma seleção de músicas, e deixar todas "na manga". No mesmo esquema de estudo para a pré-seleção. NENHUMA TÉCNICA vai camuflar seu nervosismo com uma música desconhecida, então "prevenir é melhor do que remediar".
O mais importante em relação à música é que ela “fale ao seu coração”. Que seus movimentos sejam nada mais, nada menos do que a demonstração viva das notas que estão na partitura. Tenho certeza de que os jurados vão adorar!!!!!!!!!!
Final de ano chegando, muitas professoras já começaram a esquentar as turbinas para o Concurso Nacional de Dança do Ventre, que acontece no mês de Abril no Mercado Persa. Há quem ache meio cedo para falar nesse assunto, mas se você pretende participar do concurso e nem começou a "desenhar" a coreografia, vou te dizer uma coisa nega, do fundo do coração: CÊ TÁ ATRASADA!!!
Sei que vocês podem pensar que esse post deveria estar sendo escrito por alguém que tenha VENCIDO um concurso (Luaninha meu amôoo: me ajuda hein!!), mas sou uma grande interessada nas danças apresentadas nos concursos por aí, e posso até me dizer uma estudiosa das coreografias avaliadas nas pranchetas dos jurados.
Vou postar alguns vídeos aqui, não pretendo dizer se a dança é boa ou ruim, não estou avaliando a qualidade técnica dos passos, e sim a sequência coreográfica, ok? Colocarei também somente vídeos de vencedoras, porque a última vez que coloquei vídeo das concorrentes, foi aquele escarcéu que vocês já sabem.
Começando com: Ana Claudia Borges
Vencedora do concurso internacional de Dança do Ventre promovido no festival Aida Nour, no Egito, em 2007.
Como vocês podem ver, é uma dança alegre. Eu já assisti a coreografia "Hellwa" apresentadas pelas alunas da Aninha, e é uma coreografia difícil, mas assistindo esse vídeo, o prazer da Ana em dançar faz parecer fácil. As sequências são estruturadas, e a interação com o público faz a diferença. Ana mostrou muito da dança, diversificou muito bem os passos, e fez uma leitura precisa dos ritmos.
Mariana Poças
Vencedora do Mercado Persa 2009, que teve como tema Samya Gamal
Música: Cairo
Mariana chegou ao Mercado Persa já com o "peso da faixa" porque é aluna de ninguém menos que Carlla Sillveira. Trouxe o pedaço de um filme estrelado pela Samya Gamal para o palco, entrando com um casado de peles e o olhar blasé. Braços exagerados e precisos, assim como a musa inspiradora. Muito, muito, muito arabesque no começo da coreografia e: certa ela, jurado aqui no Brasil gosta disso mesmo. Não houve diversidade nos passos, assim como não há na dança da Samya Gamal. Ou seja, se era pra dançar igual, ela fez a lição de casa. Perfeito.
Serena Ishtar
Vencedora do Concurso Internacional Bele Fusco 2008
Música: Cairo
Serena aproveitou a introdução da música Cairo com muita diversidade no véu, e a introdução da música clássica com véus certamente ganha pontinhos nas pranchetas por aí. O que me chamou a a atenção, e certamente dos jurados também, é a delicadeza e charme dessa bailarina, e isso fez uma diferença enooooorme na dança. Eu não consigo descrever se ela estava dançando uma coreografia ou dançando de improviso. Vi muita leitura percussiva, mas sem estruturação, passos "soltos", sem conexão. Mas o conjunto da obra agradou e ela levou "a taça".
Hadara Nur
Vencedora do Mercado Persa de 2007 que teve como tema "Acessórios Diversos"
Não encontrei o vídeo da final para mostrar pra vocês, mas ainda assim é muito interessante porque a música das eliminatórias é escolhida pela organização do concurso, e, no concurso profissional, não é divulgada com antecedência. Mas a Hadara mostrou que conhece muuuuito bem a música e, mesmo sem uma coreografia na manga, "bolou" sequências que funcionaram muito bem, diversificou muito os passos, fez uma excelente leitura percussiva e colocou sua assinatura na música com muita personalidade.
Luana Mello
Vencedora do Mercado Persa 2006 que teve como tema "Fogo"
Luana fez uma coreografia muito elaborada, uma leitura musical perfeita, a leitura percussiva excelente, podemos dizer praticamente que ela não perdeu nenhuma batida, e os movimentos sinuosos suaves e precisos.
Como ferramenta de estudo, os vídeos das vencedoras são imprescindíveis, mas nunca se esqueçam de que "figurinha repetida não completa álbum". Observe o que as antecessoras fizeram, mas não esqueçam nunca de colocar muita personalidade! E boa sorte a todas.
Persistente, batalhadora, determinada, amiga... essa sou eu. As partes ruins? Ah, deixa pra lá... Sou uma fanática por maquiagem, uma amante da dança do ventre e divulgadora de todos os benefícios que ela proporciona à alma feminina.
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