
Sabe meninas, uma pergunta que fica martelando minha cabeça todo dia, desde o meu primeiro dia de aula é: mas, afinal, o que é fluidez?
Minhas primeiras anotações de estudo, vindas diretamente das fitas da Lulu que eu praticamente comia todos os dias, notificam: Samia Gamal é fluida, Taheya Karioka é fluida, Najwa Fouad é fluida.... Instruções sobre fluidez é o que mais tem: “A dança deve ser como uma fumaça perfumada, sem corte....” “Quando você dança é como se vc estivesse escrevendo com mel, sem corte...”(Jade el Jabel), enfim... Tudo isso eu leio, escuto, mas acho que o povo mais escreve do que faz. Observe:
Você já viu um vídeo da Samia Gamal? Eu já vi! Um monte... Ela é linda, mas fluidez, pra mim, não é o seu forte. Ela tem trocas rápidas, e um oito pra cima que é infinito, fora os braços, sempre muito, muito, muito... E dizem por aí que ela é fluida. Muito diferente, por exemplo, de Nayma Akef, essa sim, muito fluida, “gruda” os movimentos de uma forma muito legal! Não deixa de fazer depois uma comparação no youtube pra ver.
Sohair Zaki dispensa comentários, acho que ela é uma das poucas antigas que desperta admiração EM TODO MUNDO, mas essa apresentação de Leylat Hob é primorosa, com trocas suaves e delicadas:
Eu adoro a Dina, sabe? De verdade... me identifico com a alegria nas suas apresentações, mas não posso deixar de admitir que ela não é fluida de jeito nenhum.
Acho a dança do ventre que se executa no Brasil muito peculiar, no sentido de que todo mundo quer mostrar TUDO o que sabe em TODAS as músicas/danças, etc.. Excesso de passos mesmo. Na minha opinião isso compromete, E MUITO, a fluidez, porque nem sempre a ligação dos passos acontece de forma suave, e vemos o famigerado “Tranco” fora do contexto (aqui leia-se fora da batida da música). Vamos pegar como exemplo a Serena Ramzy (que eu adoro muito, muito, muito). Ela utiliza poucos passos em suas composições, porém sua dança é muito limpa, e, na minha humilde opinião, muito fluida também. Pode ser considerado pobre? Não, se avaliarmos a execução dos movimentos: tudo com a maior perfeição.
Uma boa forma de se avaliar no quanto de fluidez se pode chegar, é comparar os vídeos da Lulu e da Carlla Sillveira com aquela música famosa (e dificílima) do Emad Sayyad. Eu sou fã de pular de pompom na mão da Carlla Sillveira, a acho uma das maiores, senão a maior, coreógrafa do Brasil da dança do ventre. Ela mistura elementos de diversos níveis de dificuldade, porém ligando-os com uma perfeição ímpar:
Já a Lulu faz um improviso, e, na minha opinião fica uma dança de quem tava meio puto na hora sabe? Como sou daquelas cuja opinião é de que a dançarina deve exalar alegria e sentimento, a dança para mim "soou estranha". Veja:
Vejam que são duas danças feitas propositadamente para o vídeo, mas a Carlla dá uma ênfase maior à sua dança, e Lulu já valoriza sua própria imagem.
As americanas também são mestras em elaborar coreografias, mas já tantos, tantos, tantos passos, e trocas tão rápidas na velocidade da luz, que a fluidez fica comprometida também.
Mas há excessões, claro, como a Tamallyn Dallal. Essa apresentação dela é a perfeita expressão da fluidez e da delicadeza - Ya msafer wahdak:
http://www.youtube.com/watch?v=kye5eCqMGE4
E vocês, habibas queridas, o que acham? Já acharam a fórmula mágica para a fluidez na dança? Vamos trocar experiências.
Um beijo















Para delinear utilizei o delineador líquido da NYX cor Black, e de rimel as máscaras "Volum Express" da Maybelline (pra dar volume) e Up Lifting da Avon (pro cílio encostar na franja). 





